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Peidolândia

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O nome não é bonito, e posso dizer que a situação não cheira nada bem. Nosso cão come a comida que faço para ele, franguinho com arroz integral e legumes. De quebra ganha um reforço da carne que sobra do nosso almoço. Ele come melhor que muita gente, é uma pena que seja assim. E alguma coisa fermenta na barriga do bichinho, principalmente se ele come as sobras temperadas que nós comemos. E o resultado acontece mais exatamente no cantinho de um palmo por 60 cm entre o canto em L do sofá e o pufe. Na sala. Na hora do jornal da noite. E, com nós no sofá. Então o cantinho no chão ganhou o nome de peidolândia. Parece que é só lá que ele gosta de soltar os gases, enquanto abano com a almofada o fedor, e meu marido reclama: ele soltou outra bomba! Fechei o canto trazendo o pufe até encostar no sofá, mas meu marido ficou com peninha do cão peidorento e deixou ele se deitar no seu cantinho favorito novamente! Então salve-se quem puder!

Você é cachorrinho! Não é gente!

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Vai convencer... E a quem? Afinal a culpa não é do pet, é da gente que trata ele feito criança! Acontece que o garoto veio de férias da faculdade, e ele é como se fosse o irmão mais velho de Bento, acho que ele tem certeza disso. Então... Ele não desgruda do rapaz. E como o irmão humano tá cheio de saudades, ainda deixa o canino dormir na cama dele... E quando o rapaz sai à noite, eis que Bento se aboleta na cama dele, bem no meio, com cara de "meu irmão me deixou" (creio que já falei de como ele é expressivo, não deixa dúvidas pela cara que faz). E se o humano dorme até o meio-dia, o cão também o acompanha, isto é, dá uma saída para as necessidades e depois volta para a cama. Às vezes dorme embaixo, às vezes em cima ou na cama de baixo (que fica aberta para o danado), e muitas vezes entre as pernas do irmão. Outro dia um colega do meu filho dormiu na bicama, e com Bento de conchinha! Eu tiraria uma foto, se não fosse a vontade de rolar de rir... No dia do aniver...

Coisas de Bento

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Seu cachorro pede para você ligar a televisão? O daqui pede. Sentado ao nosso lado no sofá, ele olha para nós, e para TV, para nós e para TV, não entendeu? Então ele dá uma choradinha. A gente liga a bendita. Ele pula para o pufe e levanta a patinha em posição de atenção (tipo Pointer). Presta atenção digna de vestibulando aplicado em aula. Gosta de música de ação, se o tom do William Bonner for dramático, ele sabe que o troço é muito importante e não tira os olhos da telinha. Apareceu cachorro lá no cantinho, miudinho, mas ele não perdeu de vista e salta para o cão (e a TV)! Não deu para pegar! Ele dá uma espiadinha atrás da tela... Cadê o danado? Mas macaco deixa ele em dúvida, é bicho ou é gente? Desenho animado também é muito estranho... Ele reconhece os humanos e os bichos, mas aqueles robôs e monstros são o quê? Sei que gostou de UP! Também, com aquela cachorrada toda... Enfim, o bicho tá muito humanizado. Pensamos se não seria melhor ele ser um pouco mais cão. Liberei ...

Quando Bento me inspira

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Uma teoria sobre a unidade Estou no sofá de casa lendo a apostila de Rolando Toro. Meu cão, um Jack Russel muito afetuoso e intenso, deita-se ao meu lado e aparentemente dorme. A uma respiração mais brusca que dou ele mexe as orelhas. Dou-me conta do efeito que o animal me provoca:  “Percebo que na proximidade é como que se nossos campos se misturassem, sinto-me tocada emocionalmente por ele. Percebo esta conexão, e também outras que ele me revela. Um cão late bem longe, e ele meio levanta as orelhas e fica assim durante muito tempo. Um trovão ao longe, um pássaro canta, e nada disso acontece ‘longe’ para Bento. Parece que tudo acontece ‘dentro dele’. Na verdade o mundo que vemos ‘lá fora’, para o cão não é lá fora, o mundo pertence a ele, e ele ao mundo, numa unidade perfeita. Ele sente-se bem ao nosso lado, quando um de nós está sozinho em casa, ele caminha o tempo todo ao nosso lado. Se vamos ao banheiro o encontramos deitado colado à porta ao sairmos. Minha filha não conse...

Ah! Se eu te pego!

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Cheguei em casa e Lu foi logo me avisando: o Bento aprontou hoje... Sabe aquele sapatinho macio e verde que a senhora gosta tanto? Ele tirou a palmilha e roeu... A Tatá já brigou com ele, seu marido também,,, Então foi minha vez de dar a bronca no danado. Com o mocassim na mão mostrei para ele o estrago, ele se encolheu todo, enfiou o rabo entre as pernas, enquanto eu fui dando com o courinho macio na cabeça dele! Já fazia tanto tempo que ele não destruía as coisas dentro de casa, e logo meu sapatinho confortável! Depois ficou me seguindo pela casa, cabisbaixo, colado no meu pé. Tanto que umas três vezes eu tropecei nele. A filha avisou: fala com ele não! Mas eu aguento? Acho que não deu quinze minutos e eu olhei sério nos olhos dele para termos uma conversa. Depois eu fiz uns afagos, mas consciência meio cão, meio humana, levou mais a sério a mancada, e o bichinho passou o dia amuado, encolhido pelos cantos. Arrasado. Não sei se era para rir ou para ter pena do coitado... M...

Um namoro impossível!

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Meu vizinho da frente ganhou de uma amiga uma cadelinha Chihuahua peluda. Ela já tinha seis meses, pedigree e vacinas tomadas, e desta vez ele não resistiu a ter um cãozinho em casa. Ele só não gostou do nome (que nem sei qual era), e lhe deu um mais chique: Channel. Pois bem, Channel é uma gracinha, peluda branca e preta (ou será o contrário?), mas meio assustada e não gosta muito de pessoas, só de seu novo dono que a mima um bocado. Mas do Bento ela gostou, e ele é claro gostou dela! Assim, quando eventualmente se encontram os dois brincam de pega-pega, ela na frente, e ele atrás, e por fim Bento a lava de lambidas. A brincadeira não dura muito, pois Channel, miudinha e tímida, logo cansa e se refugia no colo de seu dono. Ultimamente Channel deu de fugir de casa, e de tão pequena passa por baixo do nosso portão, para encontrar seu amigo ultra animado. Mas ontem, quando isto aconteceu, ela estava no cio, ainda bem que o vizinho chegou a tempo, antes de começar o namoro prá...

Quase humano...

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Tenho certeza que Woody, nosso querido Schnauzer, era um cachorrinho. Agia como tal. Mesmo que o mimássemos, ele ainda era um cão. Defendia nossa casa e nosso quintal, não queria a entrada de estranhos - sabia, não sei como, quem era amigo e quem vinha fazer um serviço, estes últimos ele enfrentava. Latia para as motos, para os carros, nunca aprendeu a andar na coleira, aceitava os cães vizinhos como cães dos vizinhos! Mas quanto ao Bento, não sei não. O pequeno vive um conflito, não sabe se age como cão ou como gente. Implica com os cães vizinhos, simplesmente para implicar. Sabe pedir o que quer, e recebe o que quer (entendemos tudo!). É carente feito gente. Nunca vi gostar tanto de carinho e colinho. Está aprendendo a ver televisão, cada vez presta mais atenção. Já tem seus anúncios favoritos, os conhece pela música. Adora os anúncio de ação. Reconhece um bicho passando lá atrás da reportagem. Ataca os animais, não gosta de briga, detesta as pegadinhas do Faustão. Gosta de ...