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Quando um não quer, dois não brigam!

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Já que estávamos decidindo por mais um cãozinho para fazer companhia ao intrépido Bento, este teria que ter um temperamento bem diferente. Na verdade, inteiramente diferente.

Bento é um cão dominante, na ninhada de seis filhotes, era ele o que primeiro se aventurava. Era o que ia mais longe, o que latiu primeiro, o que reinava entre os irmãos. De fato o mais intrépido e corajoso.

Na nova ninhada meu olhar recaiu sobre o mais tranquilo dos quatro filhotes. Ele ficava sempre por último, e também por baixo dos irmãos. Tropeçava nas próprias patas, e sua dona chegou a questionar se aquele filhote mais atrasadinho que os demais, era de fato "normal"...

Bonitinho ele era, e medroso, corria agora sempre atrás do Bento. E ante qualquer barulho maior, batia em retirada. E diante de Bento, Nino acatava as "ordens". Quando via Bento nervoso ele se escondia, quando Bento corria atrás dele, ele se enfiava numa moita. Diante de um possível confronto Nino virava de barriga para …

Um é segunda-feira o outro domingo de sol

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Você já conheceu um cão que sofre às segundas-feiras? Então é por que não conhece Bento. É assim: amanhece segunda-feira e o cão está amuado, passeia e rápido volta pra cama, veste a cara de poucos amigos e olha pra gente como quem quer que este dia termine logo.

E como é que ele sabe que é segunda? Bento tem saberes e mistérios que ninguém entende. Aqui em casa a gente diz que ele é um ser híbrido, meio cão, meio gato, meio gente - ou um terço de cada. Ou talvez tenha vindo de outro planeta, ou quem sabe em breve vai ser encarnar num corpito humano...

Enquanto isso, Nino é domingo. Destes ensolarados, pois para ele não tem tempo fechado! Está sempre feliz, a criatura inocente, mesmo depois de ter levado um avanço e ter um chumaço de pelo tirado pelo irmão nem sempre bem-humurado... Daqui à pouco ele corre com a bola na boca atrás de Bento para brincar.

Vai entender!

A cama não!!!

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A cama do Bento tem história. Vou contar para vocês. Quando a filha do meio foi visitar a irmã em Nova Iorque, ela trouxe a cama de lá. Compramos pela Amazon, pela foto, então quando chegou a menina do meio descobriu que era grande, muito grande. Trouxe-a no avião na bagagem de mão, literalmente abraçada com ela, já que não tinha como caber na mala.

Grande, com lado inverno e verão. O primeiro bem peludo mesmo. Tomou um espação na cozinha, mas Bento adorou. Até chegar o irmão. Na verdade Nino é sobrinho distante do Bento, mas queríamos dar um irmãozinho para ele. Ele não foi consultado, e se pudesse dar sua opinião, diria não.

No friozinho do inverno em Brasília, Nino queria dormir com ele, na cama dele. Como mãe sempre dá um jeitinho (e eu que gostava de fazer cabaninha para minhas crianças, me divertia fazendo camas e cabanas para os cães), fiz uma divisória de papelão na grande cama de Bento. Dava perfeitamente para os dois, com privacidades respeitadas. Nem sempre a divisória ama…

Um irmão para Bento

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Já fazia um tempo que discutíamos a ideia de ter mais um cãozinho em casa, para fazer companhia para Bento, e quem sabe, ajudá-lo a ser mais cachorrinho e menos humano... Quem sabe, um cachorrinho para Bento!

Fomos nós que o criamos assim, humanizado demais, sofrendo com coisas que não são do universo canino. Não somos só nós que reparamos, como é expressivo o olhar de Bento! Dá para saber o que ele sente!

E a oportunidade surgiu, quando soube que uma irmã de Bento foi pega por um vira-lata que pulou o muro da casa. Ótimo, pensei, assim vamos adotar alguém da família!

Quatro filhotes nasceram e fomos lá vê-los. Nos encantamos com um bem peludo, branquinho, com a cara e orelhas pretas, lindo demais! A dona me avisou que ele era o mais dócil, os outros faziam gato e sapato dele, e era isso que queríamos, um cãozinho que fosse o oposto de Bento, que foi o mais intrépido e ativo de sua ninhada!

Com trinta dias fomos buscá-lo. Eu ficaria feliz de levá-lo dali a quinze dias, mas a dona tin…

Sabedoria de Bento

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Deus nos revela seu amor de diferentes formas. Sua ajuda pode chegar por um livro, por uma mensagem de e-mail ou Whatsapp (Deus não tem preconceitos com modernidades!), pela palavra de um desconhecido, por um abraço amigo, por uma criança, um pôr de sol, e não raro, por um bichinho.

Sim, os bichinhos de estimação têm muito a nos ensinar sobre o amor, e quanto amor eles têm a nos dar! E como nada é por acaso, eles nos chegam de encomenda! Suprem nossos aprendizados, e também nossos corações de amor, se assim permitirmos. São nossos anjos em forma de cães, gatos, ou mesmo de outras formas.

E desta forma Deus nos enviou Bento sob medida! Até nome santo o danado tem. Então vamos lá:

1. Bento nos ensina sobre a alegria. A imensa alegria de viver, valorizando as coisas mais simples como um passeio de carro ou na rua, um refrescante banho de piscina num dia quente, a alegria de correr atrás de uma bolinha no quintal, lamber um potinho de iogurte vazio, ou ver televisão ao lado da família.

2…

Ser feliz é fácil!

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Bento nos ensina como ser feliz com coisas simples, bem simples. Afinal, ele é um cara que vive intensamente o momento presente! Vamos aprender com ele?

_ Adoro passear de carro! Não perco a chance de entrar no carro para levar Lu até o ponto de ônibus! Tudo bem que é apenas um minuto para ir e outro para voltar, eu vou junto!

_ Mas eu gosto muito mesmo! Quando mamãe ou a menina chegam de carro, não espero elas entrarem na garagem, eu peço para entrar no carro! É então que elas desistem de entrar e dão uma voltinha comigo no condomínio! E elas me deixam ir em pé no banco, com as patas na janela! Vamos bem devagarzinho, para eu curtir a viagem! A cachorrada da vizinhança morre de inveja! Tudo bem que é só um minutinho, é bom demais, meu rabinho vai abanando o tempo todo! Mamãe até falou que vai filmar meu passeio, é felicidade garantida!

_ Depois de um passeio com o papai lá fora, ou uma corrida com a menina, ou no fundo do quintal com a cachorrada do outro lado, nada melhor que um re…

Sem Bento na história

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A primeira vez que fui a Trancoso, foi dois meses depois que me casei. Fomos de carro do Rio para Arraial D'ajuda passar uma semana. Naquele tempo, em 1988, tinha até um lugar chamado de Lagoa Azul. Uma pequena lagoa próxima ao mar, de argila cor de rosa e muito macia. O pessoal entrava e tomava banho completo, depois deixava secar e ficava todo mundo rosa cor de Caladryl.

Era mesmo uma delícia, previsível que não durasse muito a tal lagoa... Arraial naquele tempo não tinha asfalto nem paralelepípedo, mas um monte de pousadinhas de frente para o mar. Um dia fomos conhecer Trancoso, muita gente arriscava ir pela praia, uns vinte quilômetros mais ou menos, mas fomos de ônibus.

Este sacudia um bocado na estrada de terra estreita e poeirenta. Atravessamos umas duas pontezinhas onde só dava mesmo a largura certa do veículo. Numa delas, que ao que parece não dava conta do peso do ônibus cheio, desceu todo mundo, e depois da ponte subiu todo mundo de volta.

Depois de um tempão chegamos.…