domingo, 17 de julho de 2016

Bento e o manto da invisibilidade



Quem não deseja vestir o manto da invisibilidade, e passar imperceptível em determinadas situações da visa! Bento também, e ele quase consegue...

Ele tem várias estratégias para tentar seu intento. É de morrer de rir, quando meu marido chega na cozinha, depois que pus o Bento para dormir, e ao abrir da portinhola ele passa pelo cantinho, e de rabo e cabeça abaixada, caminha de mansinho pata ante pata até alcançar a escada! Ou até ouvir minha voz atrás dele: Bento, onde você pensa que vai? E então retornar cabisbaixo...

Outra noite deu certo, ouvi quando ele entrou devagarinho no quarto e foi se esconder debaixo da cama! Mas na madrugada meu marido o resgatou para sua cama na cozinha.

Já o vi escondidinho debaixo da cadeira do closet, coladinho ao fundo da mesma, pensando passar despercebido... Ou debaixo das colchas da cama, ou debaixo do protetor do colchão da cama! Ele não mede esforços para vestir o tal manto que pode deixá-lo invisível!

Tudo para ficar ainda mais pertinho de nós! E dá para resistir?

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Um cão quase perfeito


É verdade, nosso cãozinho está se tornando quase perfeito. Quem diria que aquela pestinha ia tomar jeito um dia! Ele vai completar dois anos no próximo sábado, e fico pensando se terei que mudar o nome do blog, de "As aventuras de Bento, o cão intrépido", para  "As gracinhas de Bento, o cão dócil", ou qualquer coisa assim.

Ele está cada vez mais dócil, e mais obediente. Agora ele se deita em frente à porta do quarto de minha filha, dá até uma choradinha, mas só entra no quarto quando a garota diz "pode vir Bento!"

Se ele está deitado no sofá da sala, basta um "desce Bento", para que ele retorne ao chão. O que não impede de olhar para mim sentado, com aqueles seus lindos olhos castanhos amendoados, enquanto abana levemente o rabo, como quem espera um "venha Bento!" para pular ao meu lado.

Amoroso, está sempre disposto a um chamego, a nos dar uma lambida nas mãos (ou na parte que estiver mais disponível...), a deitar sua cabeça em nosso colo ou sobre nosso pés, enquanto olha de soslaio para ver se a atitude está aprovada.

Quando digo "Bento, vamos tomar seu remedinho?" Ele vai direto para sua cama e docilmente toma as gotas de florais que lhe dou (vou ter que filmar isso!)

Ontem ele assistiu o Fantástico. Sentado aos pés da TV, ele não desgrudou os olhos dos tubarões, das arraias saltadoras, nem dos trinta e três leões que foram repatriados para um centro de animais selvagens na África do Sul. Comportado, não latiu, nem atacou a televisão. Fantástico!

Bento adora passear de carro, antes se apressava em chegar na garagem antes de nós, e se possível aboletar-se no banco do carro, se este fosse aberto, mesmo que tivesse que passar a nossa frente e por nossos pés. Atualmente basta dizer para ele, "é Bento, desta vez não vou poder te levar...", e o cão, com a cara mais triste e decepcionada do mundo (ele sabe como ninguém cortar nosso coração!), retira-se para a varanda lá de cima, para se despedir enquanto saímos, com a tal cara de nos fazer sentir eternamente culpados de vilania animal.

A cachorrada lá dos fundos vive chamando-o para uma boa briga e corrida junto à grade. Eles chegam a latir por uma hora ou mais, mas Bento os ouve em quietude, somente as orelhas dão sinal em resposta. O que não impede que outro dia, ao ver o cão do outro lado, ele tenha perdido as estribeiras, e corrido junto à cerca. Ao meu chamado, ele se retirou de fininho, para que eu não o visse. Tomou o caminho da lateral da casa, passou pela frente, entrou silencioso pela porta da garagem, e deitou-se em sua cama, como se nada tivesse acontecido.

E eu pensaria ter me enganado, não fosse pelas patas enlameadas do cão branco... É claro, levou uma bronca, eu com as mãos na cintura, e ele com certeza entendeu. Ele entende tudo. Mas receio que tenha sido uma de minhas últimas broncas...

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Com a corda toda!


Quem tem um Jack sabe que estes cães têm muita energia, que precisa ser gasta diariamente! Suspeito que esta energia possa ser cumulativa...

Afinal, não temos gasto muito a energia do pequeno cãozinho, alguns passeios curtos com a filha do meio, passeios rápidos de carro, e o famoso jogo de bolinha e brinquedos. Nas última vezes que ele correu na cerca com os cachorros do vizinho, levou tremenda bronca. E também temos evitado seus corriqueiros banhos de piscina, de forma que, havia muita energia acumulada!

Mas, neste domingo, de tempo seco em Brasília, céu azul de Brigadeiro, um fresquinho e uma brisa boa, acordei cedinho e decidi sair com Bento.

Como o cão estava muito ansioso, foi com a coleira na barriga, assim não me puxa, pois qualquer puxão e vai ser muito incômodo para ele. Então fomos muito bem. Percorremos rapidamente os quase 4 km que nos levam até o laguinho do Park Way.

Para meu espanto ele não foi se jogando apressado dentro d'água. Eu tive até que insistir um pouco com ele. Mas, uma vez dentro, ele não quis mais sair. Pois bem, deixei-o se divertir bastante, só não gostei da curiosidade dele quanto à tubulação que traz a água ao lago.

Depois de uns 20 minutos de natação, eu o chamei para fora d'água, mas ao invés disso ele pulou para dentro da tubulação! Para ver o que tinha acontecido eu tentei descer junto ao lago, levei um escorregão e quase caí n'água! Mas deu para ver que a tubulação que abastece o lago é mais baixa, e que o cão não conseguiria pular de volta. Pronto! Perdi o cachorro! Foi o que pensei.

Mas nem bem refeita do susto, e não deu tempo nem para uma aflição maior, eis que o danado surge, inteiro e molhado junto à mim.

Ufa! Coloquei-lhe a guia e me levantei, sentindo o músculo da perna esquerda doer do quase tombo. Calculei que a tubulação o levou rapidamente ao outro lado da pista dos carros, onde deveria ter a outra saída da água. E ele atravessou a pista... Por sorte era domingo e não havia quase movimento nenhum.

Meio mancando acreditei que Bento estava o suficiente cansado das aventuras da manhã. Que nada. Deixei-o solto boa parte do caminho de volta, e ele correndo e pulando. Cheguei em casa e ele me trouxe a bola para jogá-la.

Por fim já não lhe dei atenção, para poder fazer o almoço. Mal sentamos para comer e ele se jogou na piscina e ficou lá um tempão. Depois saiu correndo feito um doido pelo quintal (donos de Jack sabem do que estou falando), e nos trouxe a bola rasgada para jogarmos.

Depois de algum trabalho conseguimos secá-lo com a toalha, o que não adiantou muito, pois daqui à pouco ele estava de novo na piscina! E depois saiu feito doido pelo quintal! E lá pelas tantas minha filha o secou novamente...

Felizmente hoje, segunda-feira, ele está tranquilo. Tomara que leve um bom tempo até ele acumular toda aquela energia!

sexta-feira, 18 de março de 2016

Cadê o cão?


Se Bento some na casa, é preciso dar uma vasculha debaixo das camas ou das cobertas. Outro dia vi um montinho debaixo do edredon do garoto, mas esta cama não estava arrumada? Pois é, Bento entrou lá do lado do travesseiro, atravessou cuidadosamente a cama, e se acomodou as pés da mesma, e o edredon quase intacto! Mais um esconderijo descoberto!

Quando meus pais estiveram aqui no mês passado, o danado dormiu todas as noites debaixo da cama do senhor de noventa anos. Ao menos ele foi respeitoso em não ter dormido em cima da cama. Com a dificuldade para andar de meu velho pai, tive que tirar a portinhola da porta da cozinha, e Bento aproveitou a deixa.

Quando meu filho vem para casa nas férias e feriados, o cão dorme com ele. Cai a noite e ele se aboleta em meio as roupas desarrumadas em cima da cama, a espera do dono no cair da noite ou no meio da madrugada.

Mas o local favorito dele é a cama de minha filha do meio. Com receio de ter que passar a noite na cozinha, o cão se esconde lá, quando nem o Jornal Nacional começou. É minha tarefa ir lá resgatá-lo e colocá-lo em sua cama na cozinha.

Depois da vinda dos meus pais, nós viajamos. Bento foi passar duas semanas com seu treinador e sua família, com três meninos. Ele fez um rodízio das camas das crianças. É claro que ele está muito mal acostumado, e não quer saber de sua cama ou da cozinha.

Chegamos e ele acabou dormindo com a filha do meio. Na noite antepassado eu o coloquei na cozinha, mas quando a garota chegou, não resistiu aos seus olhares carentes e o deixou ir para seu quarto. Na noite passa de novo o resgatei no quarto e passei-o para a cozinha. Desta vez a garota resistiu aos apelos caninos.

O resultado é que hoje ele não quer sair do quarto dela, de debaixo da cama. Só sai de lá quando ela sai, quando aproveita para brincar com seus brinquedos no quintal (e nós atirando bolas e bastões...). De forma que esta noite não sei como será... Ele nos vencerá com seus apelos sentimentais e ganhará vaga cativa nas camas (e embaixo delas) da casa? Ou resistiremos bravamente ao amor inclemente de nosso amigo canino?

Já viram como é irresistível o olhar amoroso deste cão?

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Louco por água

Descobrimos o amor de Bento pelas águas tépidas da Bahia, quando ele era um filhote. Felizmente ele não se interessava pela piscina aqui de casa, ainda...

Ele também adora dar um longo passeio que termina numa lagoa do Park Way, da água escura, limpa e fresca. O difícil é tirá-lo d'água! O cão nada de um lado para o outro e só sai quando meu marido dá tchau e corre de volta para casa. Sem outra saída, o danado corre atrás dele.

Bento também gosta dos banhos no lago Paranoá. Da última vez que fomos lá, ele se jogou de uma altura de um metro e meio, para um banho nas águas duvidosas do lago. Ao nosso chamado ele pulava de volta, corria feito doido e voltava a se jogar n'água. A coisa complicou quando ele avistou um rapaz no stand up paddle. Lá foi nosso pequeno cão nadando atrás da prancha. Para recuperá-lo o rapaz da prancha atendeu ao nosso apelo e voltou até onde estávamos, com o bicho em sua cola.

Mas a coisa não parou por aí. Acho que o problema é o efeito estufa, o calor fora de hora em Brasília está de lascar, e depois que minha mãe veio para cá operar o joelho e foi fazer sua fisioterapia na piscina de casa, Bento resolveu acompanhá-la, e fica nadando calmamente até que ela termine seu trabalho para sair junto com ela.

Se ele só entrasse acompanhado até que estava bom, mas agora que tomou o gosto pela piscina, não tem mais tarde quente que eu não o veja dando suas escapadas molhadas, ou mesmo dando umas gostosas voltas à nado na piscina... Sozinho, soltinho, uma frescura só.

O resultado pode ser o sofá enlameado, se ele resolver de latir para a cachorrada dos fundos antes ou depois de seu mergulho refrescante!

Ontem ele deu uns três mergulhos na piscina. No fim do dia, estava todo marrom, e tive que lhe dar mais um banho de mangueira. Ou ele não entra em casa!

E agora? Socorro treinador, que jeito a gente dá nele?

Meu marido disse que ele sabe aproveitar a vida. Só quer saber de brincar, comida boa, ver televisão e agora nadar na piscina! Vigiar a casa ele não vigia. Não encara ninguém como estranho, nem os estranhos. Entra em qualquer carro que lhe abra porta. E quando eu lhe gritei: pega o rato Bento! Ele deu quatro grandes pulos, feito coelho, deu a volta e entrou despreocupado dentro de casa...

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Peidolândia


O nome não é bonito, e posso dizer que a situação não cheira nada bem.

Nosso cão come a comida que faço para ele, franguinho com arroz integral e legumes. De quebra ganha um reforço da carne que sobra do nosso almoço. Ele come melhor que muita gente, é uma pena que seja assim.

E alguma coisa fermenta na barriga do bichinho, principalmente se ele come as sobras temperadas que nós comemos. E o resultado acontece mais exatamente no cantinho de um palmo por 60 cm entre o canto em L do sofá e o pufe. Na sala. Na hora do jornal da noite. E, com nós no sofá.

Então o cantinho no chão ganhou o nome de peidolândia. Parece que é só lá que ele gosta de soltar os gases, enquanto abano com a almofada o fedor, e meu marido reclama: ele soltou outra bomba!

Fechei o canto trazendo o pufe até encostar no sofá, mas meu marido ficou com peninha do cão peidorento e deixou ele se deitar no seu cantinho favorito novamente! Então salve-se quem puder!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Você é cachorrinho! Não é gente!


Vai convencer... E a quem? Afinal a culpa não é do pet, é da gente que trata ele feito criança!

Acontece que o garoto veio de férias da faculdade, e ele é como se fosse o irmão mais velho de Bento, acho que ele tem certeza disso. Então... Ele não desgruda do rapaz. E como o irmão humano tá cheio de saudades, ainda deixa o canino dormir na cama dele...

E quando o rapaz sai à noite, eis que Bento se aboleta na cama dele, bem no meio, com cara de "meu irmão me deixou" (creio que já falei de como ele é expressivo, não deixa dúvidas pela cara que faz).

E se o humano dorme até o meio-dia, o cão também o acompanha, isto é, dá uma saída para as necessidades e depois volta para a cama. Às vezes dorme embaixo, às vezes em cima ou na cama de baixo (que fica aberta para o danado), e muitas vezes entre as pernas do irmão.

Outro dia um colega do meu filho dormiu na bicama, e com Bento de conchinha! Eu tiraria uma foto, se não fosse a vontade de rolar de rir...

No dia do aniversário do garoto, dormiram sete aqui em casa. Tinha rapaz dormindo em tudo que era sofá, mesmo que não coubessem as pernas... Que alegria para o cão no dia seguinte! Mais sete irmãos mais velhos!

Mas numa manhã dessas, a filha do meio foi acordar o irmão. Bento que tava junto, achou um abuso, e não é que atacou e mordeu ela? A garota ficou uma arara e de mal com o cão, porém à noite Bento a lambia e a olhava arrependido para fazer as pazes. Alguém resiste?

As pazes foram feitas, mas como ele é cachorrinho, e precisa saber disso (nós também), à noite ele ficou preso na cozinha para dormir em sua caminha. Mas do sofá ninguém o tira, folgado!