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Coisas de Bento

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Seu cachorro pede para você ligar a televisão? O daqui pede. Sentado ao nosso lado no sofá, ele olha para nós, e para TV, para nós e para TV, não entendeu? Então ele dá uma choradinha. A gente liga a bendita. Ele pula para o pufe e levanta a patinha em posição de atenção (tipo Pointer). Presta atenção digna de vestibulando aplicado em aula. Gosta de música de ação, se o tom do William Bonner for dramático, ele sabe que o troço é muito importante e não tira os olhos da telinha. Apareceu cachorro lá no cantinho, miudinho, mas ele não perdeu de vista e salta para o cão (e a TV)! Não deu para pegar! Ele dá uma espiadinha atrás da tela... Cadê o danado? Mas macaco deixa ele em dúvida, é bicho ou é gente? Desenho animado também é muito estranho... Ele reconhece os humanos e os bichos, mas aqueles robôs e monstros são o quê? Sei que gostou de UP! Também, com aquela cachorrada toda... Enfim, o bicho tá muito humanizado. Pensamos se não seria melhor ele ser um pouco mais cão. Liberei ...

Quando Bento me inspira

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Uma teoria sobre a unidade Estou no sofá de casa lendo a apostila de Rolando Toro. Meu cão, um Jack Russel muito afetuoso e intenso, deita-se ao meu lado e aparentemente dorme. A uma respiração mais brusca que dou ele mexe as orelhas. Dou-me conta do efeito que o animal me provoca:  “Percebo que na proximidade é como que se nossos campos se misturassem, sinto-me tocada emocionalmente por ele. Percebo esta conexão, e também outras que ele me revela. Um cão late bem longe, e ele meio levanta as orelhas e fica assim durante muito tempo. Um trovão ao longe, um pássaro canta, e nada disso acontece ‘longe’ para Bento. Parece que tudo acontece ‘dentro dele’. Na verdade o mundo que vemos ‘lá fora’, para o cão não é lá fora, o mundo pertence a ele, e ele ao mundo, numa unidade perfeita. Ele sente-se bem ao nosso lado, quando um de nós está sozinho em casa, ele caminha o tempo todo ao nosso lado. Se vamos ao banheiro o encontramos deitado colado à porta ao sairmos. Minha filha não conse...

Ah! Se eu te pego!

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Cheguei em casa e Lu foi logo me avisando: o Bento aprontou hoje... Sabe aquele sapatinho macio e verde que a senhora gosta tanto? Ele tirou a palmilha e roeu... A Tatá já brigou com ele, seu marido também,,, Então foi minha vez de dar a bronca no danado. Com o mocassim na mão mostrei para ele o estrago, ele se encolheu todo, enfiou o rabo entre as pernas, enquanto eu fui dando com o courinho macio na cabeça dele! Já fazia tanto tempo que ele não destruía as coisas dentro de casa, e logo meu sapatinho confortável! Depois ficou me seguindo pela casa, cabisbaixo, colado no meu pé. Tanto que umas três vezes eu tropecei nele. A filha avisou: fala com ele não! Mas eu aguento? Acho que não deu quinze minutos e eu olhei sério nos olhos dele para termos uma conversa. Depois eu fiz uns afagos, mas consciência meio cão, meio humana, levou mais a sério a mancada, e o bichinho passou o dia amuado, encolhido pelos cantos. Arrasado. Não sei se era para rir ou para ter pena do coitado... M...

Um namoro impossível!

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Meu vizinho da frente ganhou de uma amiga uma cadelinha Chihuahua peluda. Ela já tinha seis meses, pedigree e vacinas tomadas, e desta vez ele não resistiu a ter um cãozinho em casa. Ele só não gostou do nome (que nem sei qual era), e lhe deu um mais chique: Channel. Pois bem, Channel é uma gracinha, peluda branca e preta (ou será o contrário?), mas meio assustada e não gosta muito de pessoas, só de seu novo dono que a mima um bocado. Mas do Bento ela gostou, e ele é claro gostou dela! Assim, quando eventualmente se encontram os dois brincam de pega-pega, ela na frente, e ele atrás, e por fim Bento a lava de lambidas. A brincadeira não dura muito, pois Channel, miudinha e tímida, logo cansa e se refugia no colo de seu dono. Ultimamente Channel deu de fugir de casa, e de tão pequena passa por baixo do nosso portão, para encontrar seu amigo ultra animado. Mas ontem, quando isto aconteceu, ela estava no cio, ainda bem que o vizinho chegou a tempo, antes de começar o namoro prá...

Quase humano...

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Tenho certeza que Woody, nosso querido Schnauzer, era um cachorrinho. Agia como tal. Mesmo que o mimássemos, ele ainda era um cão. Defendia nossa casa e nosso quintal, não queria a entrada de estranhos - sabia, não sei como, quem era amigo e quem vinha fazer um serviço, estes últimos ele enfrentava. Latia para as motos, para os carros, nunca aprendeu a andar na coleira, aceitava os cães vizinhos como cães dos vizinhos! Mas quanto ao Bento, não sei não. O pequeno vive um conflito, não sabe se age como cão ou como gente. Implica com os cães vizinhos, simplesmente para implicar. Sabe pedir o que quer, e recebe o que quer (entendemos tudo!). É carente feito gente. Nunca vi gostar tanto de carinho e colinho. Está aprendendo a ver televisão, cada vez presta mais atenção. Já tem seus anúncios favoritos, os conhece pela música. Adora os anúncio de ação. Reconhece um bicho passando lá atrás da reportagem. Ataca os animais, não gosta de briga, detesta as pegadinhas do Faustão. Gosta de ...

Notícias do Bento!

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Bento vai muito bem, eu é que ando com mil coisas na cabeça e por aí afora! Ele voltou ao normal, depois de um frasco de floral... No último final de semana, o filho do meio veio, o cão é claro ficou alucinado com sua presença e não descolou do calcanhar do garoto, nem para dormir... Ontem meu marido saiu para passear com o Bento, uma camionete parou, e o rapaz disse que tinha uma cadela Jack Russell no cio, e perguntou se não queríamos cruzar nosso Bento com ela. Ele achou nosso cão muito bonito - ele é mesmo! Hoje a Kika veio aqui conhecer o Bento, passou a manhã em nossa casa. Ela é uma gracinha, muito tranquila e afetuosa, mas não quis conversa com nosso garotão. Ainda não é o tempo de cruzar... Mas o dono ficou de trazê-la de volta em alguns dias. Bento passou o resto da tarde cheirando o quintal atrás da pretensa companheira... Será que vou ser vovó?

Rebeldia!

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Ao voltarmos de viagem encontramos nosso amiguinho rebelde. Ele não quer mais nos obedecer quando passeamos com ele. Ficou agressivo e ainda mais desconfiado. Mostra os dentes e range, e chegou mesmo a morder a filha do meio. Ela que é a mais amorosa com ele. Ele quer ficar juntinho dela, mas quando ela o acaricia... Mordeu seu próprio rabo até feri-lo, um sinal de stress emocional. Voltou a latir e a correr junto à cerca com os cães da vizinhança, e não obedece quando o chamamos. Foi um grande retrocesso em tudo que ele aprendeu... Creio que sua cabecinha canina supraexcitada deu um grande nó. Parece que está com raiva e sua reação é de rebeldia. Não entendeu que viajamos e não o abandonamos, apenas o deixamos temporariamente com o treinador e sua família, e sei que foi bem cuidado. Mas na sua mente quase pensante as coisas não aconteceram bem assim. Tem dias em que ele está melhor e demonstra sua docilidade, tem dias de plena rebeldia. Penso que nosso papel é ter paciência,...