A cama não!!!



A cama do Bento tem história. Vou contar para vocês. Quando a filha do meio foi visitar a irmã em Nova Iorque, ela trouxe a cama de lá. Compramos pela Amazon, pela foto, então quando chegou a menina do meio descobriu que era grande, muito grande. Trouxe-a no avião na bagagem de mão, literalmente abraçada com ela, já que não tinha como caber na mala.

Grande, com lado inverno e verão. O primeiro bem peludo mesmo. Tomou um espação na cozinha, mas Bento adorou. Até chegar o irmão. Na verdade Nino é sobrinho distante do Bento, mas queríamos dar um irmãozinho para ele. Ele não foi consultado, e se pudesse dar sua opinião, diria não.

No friozinho do inverno em Brasília, Nino queria dormir com ele, na cama dele. Como mãe sempre dá um jeitinho (e eu que gostava de fazer cabaninha para minhas crianças, me divertia fazendo camas e cabanas para os cães), fiz uma divisória de papelão na grande cama de Bento. Dava perfeitamente para os dois, com privacidades respeitadas. Nem sempre a divisória amanhecia no lugar, mas funcionou, até que Bento passou a aceitar Nino dormindo junto.

Até aí tudo bem, mas Nino cresceu, e foi ficando cada vez mais levado. Deu de morder e furar a cama, por fim fez grandes rombos por onde tirava a espuma que espalhava pela cozinha. Ele já tinha mais de cinco meses quando deu de fazer travessuras. E não adiantaram as broncas, a cama foi ficando cada vez mais furada, parecendo que tinha sido alvo de uma artilharia...

Eu catava a espuma e enfiava de novo nos buracos. Como que ia comprar uma cama nova e arriscar que esta também fosse estragada? E não foi a única cama destruída, tem a história da outra cama do Bento.

Minha filha era conhecida no escritório em que trabalhava como apaixonada por cães e por Bento, então com cinco meses. No fim de ano fizeram um amigo oculto de Natal. No meio da conversa na festa surgiu o assunto de presentear os cães ao invés dos donos. Minha filha foi logo avisando que adorava cães, mas que gostava de ganhar presentes para "ela"! Logo em seguida foi a vez dela de ganhar seu presente, e seu amigo oculto lhe presenteou com uma bela cama para cães! Imagine a cara dela ao abrir o presente...

Esta era a segunda cama de Bento, não era sua preferida, e Nino a destruiu da tal forma que ela foi rapidamente para o lixo. Agora restava a preferida, toda furada. Eu comprei um spray que deixa gosto amargo nas coisas, para ensinar a Nino a não roer a cama. Adiantou? Não, com gosto amargo e tudo ele espalhava o recheio pela área de serviço.

E Bento, que amava sua caminha quente, dormia nela assim mesmo, sozinho na área, para onde sua velha cama havia sido expulsa...

Animei-me de grande disposição. Peguei a cama, levei-a para a varanda, limpei-a, e comecei a remendá-la com linha bem grossa. Senti forte cheiro de mijo, e descobri que além das pilastras da varanda, Nino agora também urinava nos móveis da varanda. Pelo jeito nosso doce vira-lata estava se tornando um mostrinho sujão...

Depois de algumas horas de trabalho, mais spray amargo, e voilá! Uma cama toda remendada na cozinha para Bento! Nino preferia dormir no chão ou sobre as cadeiras da mesa, feito gato. Vamos ver nos próximos capítulos de nossa historinha se a cama sobreviverá!

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